IHR - Instituto Hillton Rocha

Por : HILTON ROCHA

A começar a redigir este memorial,pretendia contar a criação do instituto de olhos, que veio a ser conhecido mais tarde como Istituto Hilton Rocha (IHR). Mas há cronologia. E preciso recuar um pouco mais.

No ano de 1920, em Belo Horizonte, Minas Gerais, é inaugurado o Hospital São Geraldo, a primeira estrutura hospitalar da Faculdade de Medicina de Belo Horizonte hoje Universidade Federal de Minas Gerais, fundada por uma excelente equipe, em 1911.

O governador de Minas, Arthur Bernardes, Dr. Afonso Penna Júnior, se sensibilizaram com os argumentos dos professores Linneu Silva e Renato Machado, que conseguiram que o Governo cedesse a Faculdade de Medicina um prédio que se destinava a um setor da diretoria de Higiene. A única exigência era de que o edifício fosse utilizado para abrigar as clínicas oftalmológica e otorrinolaríngológica, digitadas respectivamente por Linneu Silva e Renato Machado. Este último, professor de Otorrinolaringologia, foi desde cedo substituído pelo professor Lideu Duarte.

Em 1957, o hospital das clínicas - mais desenvolvimento - passa a destinar um de seus pavimentos a Otorrinolaringologia. Mais tarde, já na década de 80, a otorrinolaringologia volta parcialmente a atender no Hospital São Geraldo - que já não era um hospital individualizado, mas um anexo do Hospital das Clínicas.

A Oftalmologia se destaca

Mas, e a Oftalmologia? Bem, a esta altura, Linneu Silva já havia lhe imprimido uma fisionomia condizente com sua cultura, inteligência e ânsia de realização. Em 1940, no entanto, ele é chamado para ser professor da Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro, deixando vaga a redireção do hospital.

Em 1942, é realizado um concurso para substituir o professor Linneu, e eu então, conquisto o cargo, recebendo o título de catedrático de Clínica Oftalmológica, firmado pelo Reitor Mario Casasanta. Na época, aos 30 anos, já havia sido assistente e regente de cadeira como livre-docente de duas Universidades - tive a sorte de reunir uma excelente e jovem equipe.

Apesar do grande impulso que Linneu Silva e seus dois principais colaboradores - C. Laborne Tavares e Magalhães Brandão - imprimiram a Clínica Oftlmológica, assumir a catedra com um enorme desejo de realizar um trabalho expressivo. E assim consegui, com o apoio de tantas pessoas - com destaque para Alfredo Balena e Sinvalina Neves - ampliar nossas instações progressivamente, buscando recursos, não sabemos como, mas mobilizados pelo ideal e amparados pelos amigos. Neste ponto, é importante ressaltar o apoio moral indispensável (já que o material era tão inviável) da Faculdade de Medicina, a que o Hospital se filia, e que ampliou oa área por nós utilizada, primeiro com um pavilão e, mais tarde, com outros dois.

Planos para pós-graduação

Com a ajuda dos discípulos que então haviam aumentado  consideravelmente, sonho em dar á clínica Oftalmológica uma estrutura de real pós-graduação, para iniciar, ainda que engatinhando, a caminhada pela pesquisa e investigação. E surge a ideia indiscutivelmente feliz de dar a clínica o sentido de uma constelação departamental. Através da criação de serviços superespecializados, que foram naturalmente se multiplicando, á medida em que progrediamos. Glaucoma, estrabismo, retina, córnea, uveites, plástica, lentes de contato etc. foram se individualizando, ao mesmo tempo em que tinha a sorte de ir conquistando para cada setor uma figura marcante, ao longo dos anos. Além de Marina Norinha, A. Isidoro, Jorge Lage e W. Piantino, que recordou saudoso, também posso lembrar como companheiros desta fase Joaquim Queiróz, E. Coscarelli, A. Bonfioli, Robero Moura e tantos outros, muitos dos quais se trasferiram para o IHR, como Paulo Galvão, Emyr Soares, Cristiano Barsante.

Procurei, dentro de nossas limitações materiais, instalar mais e mais novos departamentos, estimulando a superespecialização dos respectivos chefes, que se tornaram nomes que orgulham a Oftamologia nacional. E , hoje, tenho certeza de que a ideia vingou e a clínica oftalmológica do hospital São Geraldo tornou-se realidade, acatada pelo menos no cenário brasileiro. Não só por esta discriminação superespecializada, mas também porque pudemos, desde o princípio, partir para a pós-graduação bem estruturada.

Especialização: dedicação integral

Em abril de 1959, demos início ao curso de especialização, com dois anos de duração, em tempo integral, dedicação exclusiva e regime de residência, sistema que permanece até hoje, cada vez mais sólido, já há muito reconhecido pelo conselho brasileiro de Oftalmologia. Na era da pós-graduação “sensu stricto”, sempre avessos á existência do mestrado em medicina, partimos para o curso de doutorado que Educação e o Ministério da Educação reconheceram e homologaram em 1971.

A esta altura, a clínica Oftalmológica do Hospital São Geraldo, pela qualidade e competência dos professores com quem contava e ainda conta, tornara-se matriz não so de especialistas mas também de doutores que a pós-graduação produtiva e real exige dedicação exclusiva dos professores ou, pelo menos de um núcleo de professores. Os professores part-time, para pós-graduação em full-time (residência), prejudicam a produtividade.

Além disso, entendíamos que o tempo integral restrito, negando aos professores, na área clínica tínhamos e temos a convicção de que a formula ideal e a do tempo integral geográfico, em que os professores não tenham outro emprego, recebem como part-time, mas que possam desdobrar suas atividades, dentro do hospital universitário, de tal forma que possamos também atender sua clínica privada.

Com esta convicção, e enfrentando no início severas e injustas críticas, instituímos no Hospital São Geraldo, em 1964, o tempo integral geográfico – hoje, já regulamentado pela Universidade. Assim, com uma equipe de professores realmente invulgar, fomos, pouco a pouco, com a própria renda da clínica privada –que o tempo integral propiciava – aprimorando e melhorando nossos professores se requintavam, inclusive em especialização no exterior. Cresciam o prestigio e as realizações na Clínica Oftalmológica.

Mudanças – o afastamento

Mas, bruscamente, por força de uma reforma  de lei, as coisas se conturbaram, não pelo fato de eu ser repentinadamente alijado da direção do Hospital – que passou a se chamar anexo – mas por que a policia universitária não mais permitiria que os recursos proprios fossem carregados em favor da clinica que os propiciava.

Criava-se, então, uma situação inusitada: a faculdade de Medicina e o Hospital das Clínicas carentes de verbas; a clínica Oftamológica sem poder continuar a ultilizar seus próprios recursos. Amortecia-se assim o élan universitário, por que a nova estrutura se divorciava de nossos objetivos. Sentia-se ate que as especialidades seriam pulverizadas, em beneficio de um programa a favor do “generalista”.

Jamais negarei o muito devo a Faculdade de Medicina, a Universidade Federal de Minas Gerais, ao Hospital são Geraldo. Mas, por este ou aquele motivo, senti que se esvaziavam as possibilidades científicas, que até então buscávamos, ainda que a duras penas .

Um novo Instituto

Em meio a estas mudanças, começar a amadurecer a idéia – e com que pesar – de se criar um instituto particular, sem o status universitário – tão desejável – em que pudéssemos utilizar a experiência que o São Geraldo nos favorecia e a colaboração de todos os professores que quizessem nos acompanhar. Uma organização privada, onde a mesma superespecialização vingasse, onde a pesquisa e a investigação pudessem surgir e, principalmente, jamais divorciada da pós-graduação .

Foi assim que nasceu a idéia que acabou germinando no propósito de um instituto particular. Meus companheiros de iniciativa sabem o quanto estou ligando afetivamente ao São Geraldo. Mas eles sabem também o quanto sofri em pensar no dia em que tivesse que me desligar de um ambiente ao qual dei século de vida e de ideal, e que sempre considerei como um prolongamento do meu próprio lar.

O que pretendemos ser, o que pretendemos fazer ? Pelo histórico, transparecem nossos propósitos, que evidentemente transcendem do objetivo material, nossa conquista, nossa realização, nossa vitoria – se a atingirmos – não se traduzirão em compensações materiais, polpudas, em enriquecimento de seus idealizadores ou em beneficio outro que não seja uma realização idealista.

Não temos, é verdade, a subordinação universitária direta, mas temos a convicção de que nossos propósitos dão-nos um status paralelo, quase um vínculo, que não poderá deixar de ser reconhecido e aplaudido. A começar pelo fato de que exigimos de todos os oftalmologistas do IHR não só a decidação exclusiva, mais também que exibam o título universitário de doutor em Medicina ou, pelo menos, o de especialista pelo CBO.

E é assim que tem sido. Todos somos especialistas pelo CBO, muitos com títulos de doutor, livre docente ou catedrático (Hilton Rocha, Caio Manso, Paulo Galvã, Hometo Almeida, Felício da Silva, Rogerio Lacerda, Marcio Nehemy, Joel Boteon), varios com tese de doutorado em conclusão (Emyr Soares, Chisriano Basante, Elisaberto Gonçalves, Ana LuizaNehemy). E os que agora se diplomam pelo IHR têm o credeciamento da comissão Nacional de Residencia Medica(CNRM), que já da ao título de especialista conquistado um peso universitário que se avizinha do Mestrado.

Estes fatos demonstram nossas intenções, que comentaremos nos seguintes itens:

1. Assistencia oftalmológica médico – cirúrgica, inclusive para os menos favorecidos;

2. Trabalhos de pesquisa e publicações cientificas;

3. Atividade docente – especialização atualização, técnicos em oftalmologia;

4. Bem-estar dos cegos (banco de olhos, genética, prevenção de cegueira).

E possível que estes objetivos sejam considerados utópicos e inatingíveis para uma instituição privada como a nossa. Mas esperamos que não o sejam. Mesmo porque estamos motivados e, portanto, com força para mobilizar a consciência de muitos, a benemerência de muitos, a benemerência de tantos, o desejo filantrópico de bem servir, que sempre surge quando o vínculo se consolida pela confiança.

Afinal, maiores dificuldades foram as do passado. E conseguimos vencê-las. Porque não nos faltou fé, e verdade, mas também porque não nos faltaram o apoio e a simpatia de muitos, que em nós confiaram e que, com muito mais razão confiarão agora.

Assistência oftalmológica médico – cirúrgica de alto padrão

Esta já estamos oferecendo, através das condições materiais e pessoais que podemos qualificar como ótimas. Poderiam, então, nos dizer: “se as condições assistenciais já são ótimas, o objetivo está alcançando”. Estaria alcançando se este fosse o único objetivo que nos moveu e empolgou. Mas não. E o FAZ, ao conceder o empréstimo, tê–lo exatamente porque compreendeu.

Muito bem que a assistência médico oftalmológica seria um grande objetivo, não por ela mesma, mas pelo trampolim que ela propiciaria – e propiciará certamente – para que se alcancem metas muito mais eloqüentes de natureza social e científica.

Na exposição que se vai seguir, abordando os diversos itens do nosso futuro, é bom que os responsáveis pelo FAZ ponderem sobre ele, reconhecendo que correspondemos a sua confiança engajando-nos integralmente no fundo de Ação Social. A assistência médico-oftamologica de alto padrão já foi conquistada. Temos que, á partir de agora para os lances maiores de natureza social e cientifica.

O IHR doou 5000 M² de terreno para uma fundação, que deverá a doentes de nível econômico mais alto – ao contrario, que ela se estenda cada vez mais as classes menos favorecidas. As instalações já prevêem onferecer condições de atendimento aos doentes de menor condição econômica.

Cada vez mais, por todas as razões, iremos esta faixa assistencial, inclusive com a instituição continua de um pronto socorro durante 24 horas. Mas tudo isso será melhor atendido em breve, com a construção e funcionamento mais efetivo da fundação .

 

Trabalhos científicos, de investigação e de pesquisa. Atividades docentes: especialização, atualização formação de técnicos.

Estes dois itens são inseparáveis e têm que ser enfocados em conjunto – as atividades cientificas – as atividades cientificas e docentes se interpenetram. Já deixamos explicita nossa segurança sobre a equipe do Instituto – afinal, não tivéssemos as instalações se não tivemos gente a altura para manuseá-las, Dairton Miranda, Lucyr Antunes e Sérgio Penna são nomes, entre tantos, que nos garantem de sobra a produtividade daquele material. Mesmo porque não são homens improvisados, para se testar suas condições e suas vocações, porque já nos ofereceram currículos realmente magníficos sobre seus méritos e idealismo.

Em relação a biblioteca, vale ressaltar que instituímos a seção de xerox, exatamente para podermos satisfazer os pedidos de qualquer colega do pais que necessite de nossa bibliografia. Ela funcionará ininterruptamente, com vantagens óbvias para pesquisa bibliográfica e a atualização oftalmológica.

A escolha de Karman

Foi uma etapa difícil e penosa. Tivemos que perder o esforço e o dispêndio da primeira investida. Partimos para uma outra fórmula, adotando como intermediários consultores e conselheiros colegas membros do Hospital - José Frade Leite, Augusto Alves de Amorim e Feliciano Lopes de Figueiredo. A decisão foi a escolha de um arquiteto que tivesse experiência reconhecida no setor hospitalar. Optamos pelo arquiteto paulista Jarbas Karman.

Logo no inicio, combinamos que o projeto não viraria d'emblèe, mas os estudos preliminares seriam feitos aos poucos, gradativamente aprimorados. Lentamente chegamos ao projeto final, que seria apreciado e aprovado pela Prefeitura Municipal, em março de 1975. Este projeto detalhado, já em fase de construção, sofreu alterações importantes, que valorizaram a obra indiscutivelmente. E que Karman, dentro de sua concepção artística e perfeccionista algo arrojada, deixara dois pavimentos ditos de apoio, principalmente destinados a passagem das tubulações, o que encarecia a obra, sem dar-lhe um rendimento paralelo.

Surgiram então alterações do pé direito destes dois minipavimentos, o que nos permitiu ganhar mais de 20 apartamentos e uma área substancial para os laboratórios.

 

Mais uma vez, novo baque

Nesta época, as autoridades estaduais e municipais já eram outras e nós, com cerca de dois anos de lutas, estudos, despesas e desgastes, iríamos sofrer um novo e grande impacto. Inesperadamente, o Prefeito Luiz Verano – através da Lei 28.20, de 02/12/75, que só viemos a conhecer mais tarde – atendendo a um desejo do patrimônio Histórico, considerou non edificandi toda a área do sopé da Serra do Curral, ai incluindo nosso terreno.

Foi a parte mais difícil da novela. A quem recorrer? Sentíamo-nos defraudados. Batemos as portas do Palácio da Liberdade. Embora o Governador não fosse mais Rondon Pacheco, encontramos a mesma compreensão em Aureliano Chaves e em seus secretários Marcio Garcia Villela e Maruene Ubirajara da silva. Depois de informado de nossos problemas, Aureliano convenceu, com sua autoridade e argumentos, o presidente do Patrimônio Histórico, permitindo que o prefeito Luiz Verano revogasse a injusta portaria.

Batalha vencida, retomamos nossa luta. O desafio agora era a obtenção dos recursos necessários pelo menos para a arrancada do projeto. E foi justamente nesta época que surgiu o genial plano do Fundo de Assistência Social (FAS) da Caixa Econômica Federal. Num pais de analfabetos, doentes e carentes; num pais que é um vasto hospital, pelo número de enfermos, mas na realidade sem hospitais e leitos, um plano assim teria que ser chamado de genial e patriótico.

Batemos ás suas portas – nunca pedi tanto em minha vida, mas não pedi pra mim, e a sim para uma causa justa – e acredito que nosso projeto tenha sido o primeiro de caráter particular a ser aprovado. O empréstimo – de Cr$ 45.500.000 – foi concedido por um prazo de 15anos, com a vantagem de pagarmos apenas 60 por centro da correção monetária. Esta vantagem, no entanto, não se manteve, imediatamente, quando, mais tarde, buscamos em desespero uma complementação do empréstimo.

Embora seja difícil relacionar todos os nomes daqueles que nos ajudaram, neste momento inicial,junto ao FAZ,três foram fundamentais: Golbery do Couto e Silva, Gil Macieira e José Maia Félix, finalmente, no dia 27/02/76, firmamos o contrato do empréstimo.

 

Orçamento e prazo ultrapassam a previsão

Projeto aprovado e recursos obtidos, mãos á obra. Entre as construtoras que se candidataram para executar o projeto, foi escolhida a Waldemar Polizzi, que infelizmente não podia tomar a obra por empreitada. Seria por administração.

Íamos Iniciar. Quanto iríamos gastar? Quanto tempo duraria a construção? A previsão, subscrita pela construtora, era de que o valor do empréstimo bastaria e que a obra levaria 18 meses, grande equívoco. Culpa da tumultuada época econômica que vivíamos? Pouco importa.

O que posso afirmar é que gastamos infinitamente mais do que prevíamos, para um tempo infinitamente maior do que o desejável. As dificuldades surgiram já na terraplenagem. Nosso terreno é ferrífero, de ferro quase puro. Está na vertente metropolitana da tradicional Serra do Curral, que emoldura Belo Horizonte, que relembra em seu próprio nome a origem da metrópole (Curral Del Rey) e que, sem presunção, tem hoje em nosso intuito um toque a mais a embelezá-la. Porém, o fato e que a terraplenagem foi profundamente difícil e onerosa, inclusive por que a obra teria que se aproveitar dos desníveis originais para o lançamento do prédio, de tal maneira que tivéssemos duas entradas principais: uma, a mais nobre, ao nível do 3°. Pavimento do Bloco A; a outra, verdadeiramente térrea, mais ao nível da Avenida Anel da Serra, onde, entre outras coisas, se localizará o setor departamental de pesquisas e de estudo superespecializado.

Para que se tornasse viável esta ousada concepção, foi previsto um muro de arrimo de mais de 150 metros de comprimento, por mais de oito metros de altura e 1,5 metros de largura. Uma verdadeira muralha de concreto. Mas a obra foi se realizando, defasada desde o inicio por razões que nos fugiam, incontroláveis.

A concepção arquitetônica de Karman teria que sofrer, por motivos práticos, uma serie de alterações, que acabaram por trazer vantagens ao projeto. As lajes, imensamente dispendiosas por força da concepção de Karman, Foram caminhando e, hoje, o prédio tem os quatros pavimentos que a lei nos faculta, mas o espaço de permeio (entre o 1°. E o 3°. Pavimentos) se tornou aproveitável (2°. Andar) para a instalação de nossos laboratórios.

 

O fim dos recursos

Com o prestigio pessoal de cada um de nós, com a ajuda de amigos, com a compreensão de tantos, fomos conseguindo reduções substanciais, não só no preço do material de conseguindo reduções substanciais de construção, mas também no instrumental e aparelhagem indispensáveis, tanto nacionais como estrangeiro. É indispensável ressaltar o valor de tais concessões – seja na fórmica, no ferro, no concreto, nas louças; seja na A. Optical, na B. Lomb, na Carl Zeiss.

O presente

Mais o que é presente? O que somos, afinal, a partir de 1979? Certamente uma transição entre as lutas e os pesadelos do passado e as perspectivas do futuro.

A obra foi sendo estruturada. Dois pavilhões bem distintos vão caracterizá-la, abrigamos caprichosamente no sopé da Serra do Curral, no extremo bairro das Mangabeiras, encimando a grande Avenida Anel da Serra, um pouco além da Praça Israel Pinheiro, Hoje conhecida como praça do papa.

Bloco A

O bloco A e o maior, mais anterior e frontal, o dominante, com cinco pavimentos, se individualizamos o mini pavimento aproveitando entre o 1°. e o 2°. Andares originais. Ele tem duas entradas: a entrada 1, que leva ao andar térreo, que chamaremos de 1°. Pavimento; e a entrada 2, que é a entrada nobre, que leva ao 3°. Pavimento .

1°. Pavimento

O 1°. Pavimento do Bloco A, aquele que está mais próximo da Avenida Anel da Serra, destina-se basicamente a duas finalidades: 1/3 para as instalações de apoio – cozinha, restaurante, lanchonete e almoxarifado – e 2/3(1.573 m²) para os departamentos especializados. Nestes 2/3 reside o ponto alto do Instituto, local reservado para o estudo minucioso de cada caso clinico e para o equacionamento dos grandes problemas relacionados com as superespecialidade.

Afinal, o Instituto não foi feito para ser apenas um local requintado de assistência medica, embora certamente tenha condições de se implantar, pelos profissionais e material com que contamos. Mas, antes disto, ele estará lastreado num acervo de pesquisas e investigações cientificas, clinicas e laboratoriais, de importância vital. Ou seja, estes 2/3 estão subdivididos em áreas especificas, para as quais contaremos, desde o início, com homens diferenciados. Não existirão, no entanto, departamentos estanques. O Hospital São Geraldo, nos moldes que tive a sorte de implantar e que agora o IHR vai imitar, criou os departamentos superespecializados.

Mas se conhecemos a importância e o alcance desta diferença departamental,também reconhecemos que no São Geraldo se desenvolveram inconvenientes que La não pudermos superar mas que, aqui no IHR, temos que prevenir, embora não saibamos até que ponto.

Refiro-me aos departamentos estanques. O glaucoma se isolou, assim como a retina, a córnea, o estrabismo, a plástica etc. E é compreensível. Lá, o progresso de cada departamento teve muito de pessoal de cada um dos seus chefes,principalmente no que tange ai arquivo e a documentação dos casos. A experiência de lá,com um arquivo inesquecível de lições praticas,nos alertou também para a não reprodução do hermetismo inestimulante.

Assim, os arquivos departamentais, da mesma forma que a respectiva documentação, serão patrimônio de cada Departamento de origem, mas estarão conglomerados e unificados,para o uso de todos,num arquivo central. Sabemos que não e fácil. Este sistema não significa, evidentemente, que os chefes de cada Departamento não possam possuir o seu arquivo de copias. Mas os originais, as matrizes, os negativos,não serão de ninguém particularmente, e sim de todos. O IHR busca o caráter institucional: todos por um e um por todos.

Os trabalhos, as pesquisas, as conquistas cientificas apontarão sempre os nomes dos comandantes que as dirigiram, mas estes nomes terão sempre o lastro comum do IHR, sem cuja estrutura e facilidades ninguém poderia desenvolver. Assim, serão estes Departamentos: A parte fotográfica está a cargo de José Geraldo Urbano. O setor de desenho será cuidado por Carla Coscarelli, que contou, até recentemente, com a valiosa colaboração de Claudia Lambert. Vale ressaltar que, durante um ano,esteve conosco a consagrada desenhista especializada em Berna, na Suiça, Adelheid Meyer,que organizou o setor de Desenho e orientou as duas desenhistas que,mais tarde, puderam ficar seis meses na Universidade de Zurique. Com dois excelentes colaboradores: Homero de Almeida e Felicio da Silva. Dificilmente poderíamos encontrar uma dupla de glaucomatologos mais brilhante. Ambos provem do Hospital São Geraldo,onde cumpriram sua pós-graduação, e ambos são doutores em Medicina.

Homero é autor da tese “Retinopatia diabética: em face das pressões arteriais braquial e oftálmica”, já defendida e aprovada com nota 10; estagiou durante mais de um ano no Moorfields, em Londres, sob a orientação do professor E.Perkins, exclusivamente se dedicando ao glaucoma; conquistou o titulo de doutor após quatro anos de residência.

Felicio realizou conosco o curso de especialização de dois anos; estagiou três anos Wursburg, na Alemanha, sob a orientação de Leydhecker, onde conquistou brilhantementação inaugural, obtendo a rara aprovação Summa cum laude. A tese de Felício sobre a Oftalmodinamormetria esta as vésperas de ser homologada pela UFMG.

3. Retina

Este setor ganhou indiscutivelmente magnitude não só pelo mérito real de seus responsáveis, mas também por que seu desenvolvimento condiz com vários setores correlatos: ecografia, ERG, fotocoagulação (xenônio, argônio), fluoresceinografia etc. Sua direção está entregue a Christiano Barsante, nome que já se impôs na retinologia nacional. Christiano também realizou conosco a pós-graduação e já defende sua tese de doutorado.

Naturalmente, em torno dele estão colaboradores á altura. Elisabeto Ribeiro – Gonçalves, também de nossa escola,deverá partir para o doutorado, com tese relacionada á Eletrorretinografia. Ele esteve, terminada sua especialização, alguns anos em Brasília, dirigindo um grande serviço de especialidade, instituindo um curso de pós-graduação,alguns anos em Brasília, dirigindo um grande serviço de especialidade, instituindo um curso de pós-graduação.

O setor de retina também absorveu outro importante colaborador: Marcio Nehemy, que já defendeu sua excelente tese de doutorado sobre retinoblastoma, “Importância da determinação da atividade enzimática da desidrogenase láctica e da fosfoglicose isomerase no diagnostico diferencial do retinoblastoma” Mas o serviço de retina cresce e,naturalmente,atrai mais alementos. Assim, nele se integrou Jose Oswaldo é filho de Oswaldo Carvalho, que pontifica em Marília e também é prata da casa.

4. Ecografia

A ecografia {ultrassonografia} – tanto a A quanto a B – constitui-se hoje em auxiliar indispensável e, por vezes, decisivo na propedêutica oftalmológica. Este setor será entregue a Felicio da Silva, que aqui desdobra suas atividades com o glaucoma. Em seu estagio na Alemanha, Felício também pode se interessar pela ecografia com o professor W.Buschmann.

5. Eletrofisiologia (ERG,EOG e PVE)          

Como apêndice valioso do setor de retina, temos a eletrofisiologia, que visa sobretudo a ERG e EOG. O setor está subordinado a Elizabeto, um Expert na área,

Primeira turma do Instituto e depois estagiou em Buenos Aires, sob a orientação de Ciência, consagrado estrabólogo.

8. Uveites

Este setor foi entregue a dedicação e competência de Rogerio Lacerda, que também se fez doutor com a original tese sobre “Uveite experimental em cobaias com antígeno retiano homologo e heterologo: estudo imunológico”. Rogerio também fez um pós-doutorado de 18 meses no Hotel-dieu, em paris, sob a orientação do imunologo J.P faure. Durante o período que passou em Paris, sob a orientação do imunologo J.P faure. Durante o período que passou em paris, elaborou uma memória sobre o LIF (fator de inibição migratória dos linfócitos) nas uveites endógenas.

9. Lentes de contato

Emyr Soares é para a lente de contato o que Paulo Galvão e para a córnea e Christiano Barsante para a retina. Dispensa comentários. E também de nossas escola e já tem pronta tese de doutorado sobre a invervação adrenegica do segmento anterior do globo ocular “, aguardando animo para defende-la. O prestigio de Emyr na contactologia nacional se corporificou com a produção de lentes intra-oculares e de lentes de contato de qualidade pelo menos comparável as estrangeiras. Hoje, Emyr busca desenvolver um projeto que possa substituir o caríssimo Healon. Em relação as lentes de contato devemos registrar o nome de Wellington Piantino, tão cedo falecido, que foi pioneiro que antecedeu Emyr. A contactologia foi pela primeira vez uncluida no currículo da pós-graduação aqui em Belo Horizonte.

10. Plástica Ocular

No Hospital São Geraldo, a plástica ganhou merecido destaque graças ao esforço e habilidade de Eduardo Soares, que Não pode nos acompanhar no IHR, Contamos de inicio com a colaboração de Alfredo Bonfioli, fruto sua especialização e concluir sua monografia sobre a Ceratoplastia Lamelar “inversa”, ficou em paris durante um ano, no quinze-vingts. Atualmente,aperfeiçoa seus conhecimentos visando a plastica ocular. Ela vai assumir a direção da plástica ocular no IHR, depois de absorver os ensinamentos de Eduando e Valenio.

11. Genética 

Dispomos de um excelente serviço de genética, a cargo de Sergio Pena, com a colaboração de sua esposa Bethania, que estiveram no Norte, especialmente no Canadá, durante 10 anos, trazendo um acervo muito valioso para este setor tão ligado a Oftalmologia. Destaco ainda Jorge Lage, que tanto fez neste setor,alem de Navantino Alves Junior, que sempre nos apoiou.

12. Neurologia

Termos , em tempo integral, o acatado neurologista Marco Aurelio Lana,que dispõe inclusive de um eletroencefalografo, intensamente mobilizando. Lana é o supervisor da tomografia.

Não podermos encerrar a relação do corpo médico que nos atende no 1°. Pavimento sem nos referimos a Luiz Carlos Molinari, dedicado pediatra que desenvolve uma paixão crescente pela Oftalmologia. Destacamos também a equipe cardiológica,hoje constituída pelos Drs. Emani Furletti Lajes,João Daniel Antunes e José Tarcisio de Castro Filho. Por aqui já passaram Viegas,Guerra,Canelas,sempre lembrados.

Enquanto não se conclui a sede definitiva da Fundação, Suas atividades vêm se desenvolvendo em áreas cedidas pelo IHR – estimulação precoce, Braille etc.

 Este e o 1°. Pavimento do Bloco A,merecedor de uma atenção muito especial, uma vez que representa o atendimento de todos os pacientes relacionados com os diferentes relacionamentos, além de se tornar a espinha irritativa, o manancial de trabalhos e realizações correlatas. Em todos os setores, o equipamento e o mais moderno possível continuamente atualizado: oftalmoscopia, biomicrospia, laser, retinosgrafos, eletrorretinografo, biomicroscopia especular,microscopia eletrônica,fotografia,vitreotomos,ortoptica etc.

3° pavimento

Este e o pavimento que chamamos de andar nobre. Como já vimos, o Bloco A tem duas entradas e três elevadores interligam os quatro pavimentos,sendo que um deles tem parada também no 2° pavimento,atendendo ao laboratório. Os pacientes que procuram inicialmente o IHR utilizam a entrada 2, que, através de uma rampa, leva ao pórtico principal, onde uma marquise protege os automóveis que ali chegam. Em anexo, há um grande pátio para estacionamento. 

Por trás do balcão das recepcionistas, há salas destinadas ao same, contabilidafe, telex, computadores etc. E importante ressaltar que a computação já foi basicamente a contabilidade,devendo, pouco a pouco,ser utilizada para o fichário e biblioteca.

Do hall, saem dois corredores: um mais largo, frontal, a esquerda, com bela vista para a cidade,que e o externo, de transito para pacientes que se destinam aos diferentes consultórios dos oftalmologistas; o corredor da direita, o interno, e um pouco mais estreito, para o transito normal do pessoal do hospirtal ou de pacientes internados ou a se internar. Os outros pavimentos ou a se internar. Os outros pavimentos tem acesso a ele através de três elevadores, mas também por rampas amplas e bem lançadas.

Biblioteca: importância fundamental

Assim, este corredor dá acesso ao pronto –socorro (atendimento continuo durante 24 horas), a área do microscópio eletrônico e, principalmente se constitui num ponto alto do Instituto, prolongando o acervo valioso de Hilton Rocha. Na biblioteca. Contamos com cerca de 10.000 volumes especializados, com coleções de revistas raríssimas, muitas completas desde o 1° volume (Brit.J. Ophtalmology,Ohptalmologica, excerpta Medica,Bol, Ocul., Zentrablett, Transactions etc,). Anualmente, mantemos em dia assinaturas de 120 periodicos que podem ser consultados na biblioteca, encadernando-se as coleções que se compretam.*

Neste 3°. pavimento,localizam-se os diferentes consultórios, onde são atendidos os clientes particulares. Como já citado, no 1°. Pavimento estão os departamentos,que aprimoram a atividade destes consultórios.

4°. Pavimento

O 4°. Pavimento oferecia originalidade 20 apartamentos, porém vários deles foram transformados em mini-enfermarias, que propiciam o atendimento a doentes de baixa renda e conveniados, o que vem ao encontro de nossos objetivos sociais e educacionais. Este pavimento, como todos os outros,tem a parede revestida de fórmica fosca e clara. O piso de cada pavimento tem cor diferente: o 3°. E ocre, o 4°. E azul, o 5°. Verde. Procurou-se quebrar a monotania e a frieza comum do branco hospitalar.

Todos os apartamentos do 4°. e 5°. Pavimentos, além das instalações e sinalizações clássicas, tem o oxigênio canalizado.

5°. Pavimento

O ultimo pavimento. Neste, há 40 apartamentos: 20 voltados para frente e 20 para trás. Destes, três se diferenciaram em suítes confortáveis,para pacientes mais exigentes. Os apartamentos de frente são, naturalmente,melhores, não so pela vista excepcional como que deles se desfruta, como por possuírem todos um salário realmente acolhedor,dotados inclusive de uma rede, em homenagem a nossa clientela nordestina.

Deste 5°. Pavimento ascende uma pequena rampa, porem com a mesma largura(3metros) das rampas que unem os cinco pavimentos entre si. Esta rampa abre-se uma área, que chamamos de mirante ou belvedere – com uma vista lindíssima da cidade,televisão e um bar – transformada numa sala de estar confortável para os acompanhantes de pacientes ou mesmo para estes, já em fase de ambulatório.

Bloco B

Atrás do Bloco A, o principal, há um bloco menor, secundário, complementar,que ocupa 1244 m² do terreno: o bloco B. Ele foi construído aproveitamento estivesse ao nível do 3°. Pavimento do bloco A.

O 1°. Pavimento do Bloco B divide-se longitudinalmente em duas áreas mais ou menos iguais: a metade esquerda foi reservada para estacionamento dos carros da Diretoria do IHR, sendo que o estacionamento geral (deste nível,porque há outro ao nível do térreo)está a frente da marquise do hall, pavimentado,com capacidade para 40carros. A outra metade longitudinal do 1°. Pavimento do Bloco B, a direta, e hoje um auditório para 130 lugares ao qual voltaremos adiante, uma vez que em torno dele residirá um audacioso plano de ensino continuado, alem de propiciar as reuniões periódicas da AMIHR.

Centro de Cirúrgico: tratamento especial 

O 3°. Pavimento do Bloco B recebeu um tratamento muito especial: é o Centro Cirúrgico, que se comunica com o 5°. Pavimento do Bloco A através de uma passarela. O centro Cirúrgico é dotado de ar condicionado central, o mesmo que serve ao auditório do 1°. Pavimento. Esta e a única área do IHR em que a fórmica não não e clara, mas grátis. O piso ,também diferente do restalrante , e feito de uma substancia chamada terrazita, de cor preta , e com a característica de ser condutiva,prevenindo,dentro do possível, as explosões estática.

O centro dispõe de seis salas de cirurgia, sendo quadro a direita,agrupadas,sendo quatro a direita,agrupadas de duas a duas; e duas situadas a esquerda, como reserva séptica e extra-ocular em geral. Aquelas quatro salas de operação por serem conjugadas duas a duas, podem ser visas como dois conjuntos – l e ll – cada qual com duas salas de operação geminadas.

O centro Cirúrgico tem uma excelente sala de recuperação, a moda de um CTI. Todo o sistema de anestesia e monitorizado. Temos uma equipe permanente de anestesistas, durante 24 horas, que se articulam no atendimento rápido as sessões operatórias. A equipe e formada por seis anestesistas experientes – e principalmente sintonizados com o IHR: Pedro Pereira, Marcelo Arantes, Geraldo Paes, Milton

Confira o Relatório Social Promove/Soebras 2014.

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